sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Cartas de um Domingo

   Tardes de domingo, são sempre as mesmas. Quando não se vai visitar a avó em casa, fica trancada em seu quarto ouvindo músicas lentas, olhando fotos e relembrando a causa para a sua vida estar assim, tão confusa quanto algum exercício de física. É impossível não se lembrar de momentos, afinal, as cores de domingo são cores envelhecidas. Cores de sensações, viagens e conversas.
   O problema dessas tardes de domingo está visível para poucos. O cérebro não armazena apenas as boas memórias, mas também as ruins.
   E assim, junto com as risadas e suspiros, lágrimas escorre pela sua face.
   Lágrimas doces e talvez até um pouco amargas. Lágrimas de um amor passado. A cada piscar de olhos, a garota se lembra do perfume que ele usava, da voz e do calor do abraço dele que parecia bastante com um beijo. Tudo isso ainda mexe com a alma da própria, mesmo ela tentando se fazer de fria.
   Ela tampa o rosto com travesseiro e grita, pois o quê ela não quer vivenciar novamente é as mágoas que aquele garoto lhe deu no final de tudo.
   Mas, mal sabe ela que um amanhã melhor está por vir.

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